Segundo
o Consenso Internacional de Pé Diabético,
a prevalência global de diabetes em 1996
era de 120 milhões de pessoas, com previsão
de alcançar 250 milhões de indivíduos
em 2025.
As
úlceras nos pés e as amputações
dos membros inferiores são complicações
muito graves e de alto custo para o paciente
e para a sociedade, estando associadas freqüentemente
à alta morbi - mortalidade e elevadas
taxas de recorrência. As feridas complicadas
requerem abordagem interdisciplinar, realizada
por equipe treinada e familiarizada com a abordagem
do pé diabético.
Como
diabético você precisa cuidar dos
seus pés. Uma vez que desenvolva problemas
com pé diabético o tratamento
pode tornar-se difícil.
O
que é neuropatia ?
Neuropatia é a perda gradual da função
do nervo devido a diabete. A alteração
mais comum é a perda da sensibilidade,
ou melhor, da sensação tátil
dos pés e pernas.
Como
eu sei que tenho neuropatia ?
Neuropatia geralmente acontese de forma lenta.
Você pode não notá-la inicialmente
porque ela é a ausência ou redução
da sensação tátil.É
dificil ficar atento para aquilo que a gente
não sente! Um exame médico ou
ás vezes testes especiais pode ajudar
a fazer o diagnòstico.
A neuropatia
causa perda da sensibilidade. Porque ás
vezes eu sinto dor ou dormência no meu
pé ?
A neuropatia pode fazer com que os nervos fiquem
"fora de controle" ou transmita impulsos
que voce pode experimentar como ausência
de sensibilidade tátil, dormência,
sensação de queimação,
agulhadas, choques ou qualquer combinação
dos sintomas acima.
Todos
os diabéticos têm neuropatia ?
A probabilidade de ter neuropatia aumenta com
a idade. Quanto mais tempo de diabetes maior
a chance de desenvolver neuropatia. Muitos casos
são leves, mas outros são muito
severos. A gravidade da neuropatia não
necessariamente corresponde com a gravidade
do diabetes. Algumas pessoas com diabetes leve
pode ter neuropatia grave.
A
neuropatia afeta somente os pés ?
A neuropatia pode também envolver os
tornozelos, pernas e as vezes mesmo as mãos.
A tendência a ser mais grave nos pés
que nas pernas. A neuropatia das pernas raramente
vai acima dos joelhos.
O
que pode acontecer com meu pé se eu tiver
neuropatia ?
Você pode machucar ou cortar os seus pés
sem perceber, simplesmente porque você
não sente dor ou usar calçados
que não são adequados e formar
bolhas ou feridas (úlceras). Inicialmente
isto pode causar pequenos problemas, que podem
progredir para outros mais sérios. Isto
quer dizer que toda vez que voce tiver um pequeno
machucado ou uma infecção menor
deve procurar seu médico. é muito
frequente o paciente notar uma pequena área
de inchaço ou avermelhada, mas não
valoriza porque não sente dor. Depois
o paciente pode perder toda a parte do pé.
O que é mais perigoso na neuropatia é
a falta de sensibilidade, porque isto faz com
que a lesão não seja reconhecida.
Como
o diabetes afeta a circulação
?
O diabetes pode contribuir para o estreitamento
das artérias e a diminuição
da circulação na perna. Entretanto,
a neuropatia e não a circulação
é a principal causa dos problemas do
Pé Diabético.
Uma
circulação pobre afeta a cicatrização
?
Sua pele e outros tecidos do corpo dependem
de uma boa circulação sanguínea
para leva oxigênio e nutrição.
Uma circulação pobre pode resultar
em alterações na pele e causar
cortes, queimaduras, bolhas e outras lesões
de pobre cicatrização. Algumas
vezes um cirurgião vascular pode através
de cirurgia aumentar a circulação
para os pés e pernas ajudando na cicatrização
de úlceras e machucados.
Porque
as infecções causam problemas
nos pés?
As infecções podem espalhar-se
rapidamente pelos pés, dando pouco aviso.
Lesões menores podem tornar-se úlceras
e então desenvolver infecções
profundas. Infecções graves dos
tecidos e ossos necessitam de cirurgia além
de antibióticos.
Quais
são os sinais de um possível infecção
?
Alguns sinais podem levar a suspeita de infecção.
Febre associada a machucados ou bolhas nos pés
e o aumento de açucar na urina.
| Neuro-Artropatia
de Charcot |
A
Neuro-Artropatia de Charcot é uma
situação clínica
bastante grave e que compromete muito
a qualidade de vida do indivíduo,
além de ameaçar bastante
a manutenção do membro caso
não seja abordada apropriadamente.
O típico paciente portador de artropatia
de Charcot encontra-se entre a quinta
e sétima décadas de vida,
com pés insensíveis, acima
do peso, apresentando diabetes de longa
duração e tentativas hiperêmicas
de remodelação óssea,
culminando na grande maioria das vezes,
com pés bastante deformados com
ou sem úlceras.
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O
objetivo do tratamento da artropatia de
Charcot nos pés é obter
como produto final, um pé plantígrado
e estável, livre de úlceras
e que possa ser acomodado em calçados
apropriados.
Nos estágios iniciais da doença
um bom controle metabólico do diabetes
e um adequado manuseio ortótico
muitas vezes leva a um resultado desejável
e conduz esses pés ao estágio
de estruturação e resolução
final onde se atinge o objetivo esperado. |
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Sabe-se
que o principal fator de risco para a entrada
no cenário do Pé Diabético
é a perda da sensibilidade protetora
dos pés, advinda da neuropatia diabética
que comumente se instala devido a estados hiperglicêmicos
crônicos e mal controle metabólico
da doença. Com este evento, aumentam
muito as possibilidades de desenvolvimento das
úlceras nos pés e eventuais amputações
do membro.
Estratégias de prevenção
devem nortear todos os serviços de saúde
que recebam indivíduos portadores de
diabetes, uma vez que 85% das amputações
do membro inferior são precedidas por
úlceras. Assim, observa-se que se pudermos
prevenir as ulcerações nos pés
dos portadores de diabetes, estaremos reduzindo
agressivamente os índices de amputações,
além de estarmos diminuindo consideravelmente
os encargos sociais, econômicos e culturais
do país.
Mensagem
“É
importante que todos se conscientizem de que
o Pé Diabético pode assumir uma
forma clínica bastante grave, que além
de comprometer muito a qualidade de vida dos
portadores de diabetes e ameaçar não
só a manutenção do membro
mas também da vida,onera demais economicamente
os pacientes, a sociedade e os sistemas de saúde
públicos ou privados. Assim, a abordagem
interdisciplinar desempenhada por profissionais
treinados e bem preparados na abordagem do Pé
Diabético em sua essência e totalidade,
informando, educando e assistindo não
só aos pacientes, mas também a
todos que se interessam pelo tema e por esta
problemática, torna-se um dos pontos
fundamentais no desfecho favorável deste
cenário”.
 |
A
educação e os cuidados
preventivos constituem os principais
fatores no entendimento e na execução
de todos os programas referentes à
abordagem do Pé Diabético.
Dessa forma, vale a pena ressaltar alguns
cuidados considerados simples, mas cruciais
para uma adequada orientação
desses pacientes.
Veja o Guia
(download
do arquivo)
|
A
Ortosolutions é referência em Belo
Horizonte no tratamento, manutenção
e prevenção de feridas no pé
diabético. Utilizamos o mais recomendado
para tratamento com órteses, calçados
preventivos, calçados terapêuticos,
órteses, palmilhas individualizadas para
cada caso e, orientações quanto
aos cuidados gerais com o pé diabético.
As úlceras nos pés e as amputações
dos membros inferiores são complicações
muito graves e de alto custo para o paciente
e para a sociedade, estando associadas freqüentemente
à alta morbi - mortalidade e elevadas
taxas de recorrência. As feridas complicadas
requerem abordagem interdisciplinar, realizada
por equipe treinada e familiarizada com a abordagem
do pé diabético.
Para
prevenção das complicações
do pé diabético, como úlceras
e amputações, é imprescindível
que todos os pacientes façam uso
de calçados e palmilhas específicos
para os pés.
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Não
se pode iludir com recomendações
de calçados confortáveis
como sendo apropriados para o pé
diabético, deve-se exigir calçados
específicos, desenvolvidos especialmente
para os diabéticos, com máxima
proteção e avançada
tecnologia.
Na hora de comprar um calçado para
o pé diabético exija o selo
de “Conforto e Saúde do Pé”
fornecido pelo Instituto Brasileiro de
tecnologia do calçados (IBTEC)
para o pé diabético.
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| Palmilhas
e Calçados Preventivos |
| Os
calçados e as palmilhas têm
um papel importante no tratamento preventivo
do pé diabético.
As palmilhas projetadas para oferecer
o máximo de contato as solas dos
pé e assim garantir uma boa distribuição
da pressão plantar e o máximo
de conforto, são projetadas a partir
de um molde gessado e confeccionadas com
materiais como o “Plastazote”,
utilizados geralmente.O plastazote é
um material projetado para acomodar a
pressão "pontos” conformando-se
ao calor e à pressão.
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|
| Utilizamos
a mais alta tecnologia para fabricação
de nossas palmilhas, agregando o plastazote
a outros materiais importados, garantindo
conforto, proteção e saúde
aos seus pés. |
PARE OS PROBLEMAS DO PÉ ANTES QUE COMECEM!!!
A maioria destes problemas são evitados
com medidas preventivas básicas (veja
guia de prevenção para pé
diabético), uso de palmilhas
e calçados apropriados e visitas regulares
ao médico especializado.
Com uma prescrição certificada
dos especialistas, os calçados Averti
oferecem alta qualidade em proteção
aos seus pés. Todos nossos calçados
são confeccionados para acomodarem perfeitamente
seus pés, reduzindo o risco do surgimento
de calosidades, ulcerações e de
possíveis amputações.
CALÇADOS
APROPRIADOS AO TRATAMENTO
Os calçados devem sempre caber confortavelmente
e ter a largura e a profundidade adequadas para
os dedos do pé e terem uma estrutura
resistente. Devem ser confeccionados em couro
de qualidade e se adaptarem facilmente ao formato
de seus pés, permitindo que transpirem.
Os calçados recomendados ao pé
diabético devem possuir as características
que se seguem:
| CASO
CLÍNICO |
1ª
Semana
Imagine convivendo com uma úlcera
por mais de 2 anos.
Neste caso, foi realizado por nossa equipe
técnica a confecção
de 1 par de palmilhas sob medida com as
seguintes características:
• Base em EVA médio.
• Camada intermediária em PPT.
• Forração plastazote
importado.
• Alívio de pressão
região ulcerada com um PU diabetic.
É
recomendado uso de um calçado Aveti,
com profundidade extra e solado tipo Rocker
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3ª
Semana
Após intervenção para
alívio de pressão sob região,
observa-se redução gradual
da ulceração. |
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5ª
Semana
Esta ulcera diabética fechou entre
4 a 5 semanas com um correto tratamento
aplicado. Esta ulcera permaneceu fechada
com o uso de apropriadas palmilhas sob
medida e calçados especiais. |
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